Shell e Gerdau anunciam mais um projeto fotovoltaico no Brasil, este com 260 MWp

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Em julho do ano passado, a revista pv informou que a subsidiária brasileira da empresa anglo-holandesa de hidrocarbonetos Royal Dutch Shell e a siderúrgica brasileira Gerdau haviam assinado um acordo de cooperação para o desenvolvimento de um parque fotovoltaico no município de Brasilândia de Minas. norte do estado brasileiro de Minas Gerais.

O acordo estabeleceu as premissas para a discussão e estabelecimento de uma joint venture que terá a participação igualitária das duas empresas para a construção do parque fotovoltaico Aquarii de 190 MW.

Agora, as empresas anunciaram a assinatura de um acordo vinculante para formar uma joint venture 50/50 para o desenvolvimento, construção e operação de um novo parque solar no estado de Minas Gerais, a ser construído em 2023, após a decisão final de investimento ser feito.

O acordo, que ainda depende da aprovação das autoridades regulatórias e de concorrência brasileiras, estabelece as premissas para a atuação da joint venture na geração e contratação de energia limpa de longo prazo.

O parque, que deverá ter capacidade instalada de aproximadamente 260 MWp, fornecerá 50% do volume produzido para as unidades siderúrgicas da Gerdau no Brasil, em regime de autoconsumo, e a outra metade será vendida no mercado livre por meio de Shell Energy Brasil, comercializadora de energia da Shell.

A associação entre as duas empresas poderá permitir o desenvolvimento de aproximadamente 1/3 da capacidade total do parque solar.

A Shell diz que procurará outros clientes de longo prazo – autoprodutores, por exemplo – para lidar com o volume restante do complexo. A iniciativa com a Gerdau está alinhada à estratégia global do Grupo Shell de oferecer soluções de energia limpa aos clientes e avançar na descarbonização, representando mais um importante investimento no caminho da transição energética.

Em 2021, o Grupo Shell assinou publicamente o compromisso global de atingir emissões líquidas zero até 2050, com a meta complementar de reduzir as emissões absolutas em 50% até 2030 em relação a 2016.