Norte de Minas Gerais atraem cada vez mais projetos de energia solar

Minas Gerais é uma das regiões brasileiras onde a incidência do sol é elevada tornando-se um estado indicado para a implantação de projetos fotovoltaicos tanto de empresas nacionais como estrangeiras.

O estado destaca-se porque conta com uma das melhores incidências de sol do planeta e ao fazer um mapeamento com georreferenciamento identificou 120 áreas propícias para instalação de unidades de geração de energia.

Tanto é assim, que o governo do estado oferece incentivos e reformulou a legislação ambiental.

Essas medidas são importantes, porque dão a oportunidade da população do norte de Minas Gerais a gerar mais empregos por períodos longos de tempo permitindo que todos sejam beneficiados, pois cuida-se o meio ambiente e gera-se fonte de renda.

Uma observação feita pelo superintendente da Sedectes, Guilherme Augusto Duarte de Faria é a de que as usinas fotovoltaica, também, incrementam as industrias tradicionais do setor mecânico e eletrônica do estado proporcionando, dessa maneira, a possibilidade de diversificação da produção.

O governo federal participou, até a data presente, em 3 leilões dos quais foram contratados energia, exclusivamente, de fonte solar e tiveram 94 empreendimentos sendo 17 em Minas Gerais com um investimento de R$ 2,2 bilhões e um faturamento de R$ 6,8 bilhões em 20 anos de contratação.

Conforme dados oferecidos pela Agência Brasileira de Energia Elétrica (Aneel) cinco empreendimentos já entraram em operação na região, todos localizados no norte do estado, mais concretamente no município do Pirapora com um investimento total de R$ 640,8 milhões. A potência gerada pelas 5 usinas é de 150 MW, o equivalente ao abastecimento de 123 mil residências médias com um consumo de 250 Kwh por mês.

Os outros 12 empreendimentos serão instalados nos próximos anos e distribuídos da seguinte maneira: 4 em Pirapora e 4 em Paracatu e a data prevista para entrar em operação é até o primeiro semestre de 2018. As outras estão contratadas, porém ainda não entraram em fase de construção e são as seguintes: 2 em Pirapora e 2 em Guimarânia. O investimento total vai além da cifra de R$ 1 bilhão.

Estima-se que quando os 17 empreendimentos estiverem operativos, a energia gerada será como o equivalente ao consumo de 400 mil residências.